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REVISTA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA


FUNDOS SETORIAIS INAUGURAM VISÃO VAREJO

Revista Nº 404 - Mai-Jun

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A SIMPLIFICAÇÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – "Adequar-se a um mundo mais dinâmico e veloz sem perder as características previdenciárias é o grande desafio" – POR MARTHA ELIZABETH CORAZZA

Simplificar processos, inovar e reduzir custos são os alicerces da construção de um novo modelo de Previdência Complementar em substituição ao atual, fundamentado essencialmente no patrocínio dos planos em um desenho tradicional, que já dá sinais de esgotamento. "Esse modelo, que teve os planos de Benefício Definido como inspiração, foi e é muito importante. Ele cumpriu aquilo a que se propôs, mas o mundo mudou, o trabalhador mudou e a Previdência Complementar precisa acompanhar essa evolução", sublinha o presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto. A ideia de simplificação ainda não ganhou contornos mais nítidos, mas já é considerado vital para o futuro do sistema. Contudo, precisará envolver uma grande diversidade de aspectos e suas diretrizes são cada vez mais discutidas pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar e pelos órgãos de supervisão e fiscalização. O conceito de simplificação aplicado aos fundos de pensão é bem mais amplo do que a realidade tributária que o inspirou. "Inovar mantendo a essência previdenciária é o grande desafio para os planos de Previdência Complementar fechada, que hoje são vistos como muito densos e complexos", explica o diretor superintendente da Previc, José Roberto Ferreira. O desconhecimento provocado por essa complexidade acaba reduzindo o potencial de ingresso de novos patrocinadores e participantes. "A palavra de ordem, portanto, é inovação com simplificação, mas mantendo as características previdenciárias", assegura Ferreira.

 

CPI TRAZ PROPOSTAS PARA O FORTALECIMENTO DO SISTEMA – "Relatório encomenda vínculo prévio à patrocinadora de membros dos órgãos de governança e comitês de investimento obrigatórios"

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar supostas irregularidades nos fundos de pensão enquadrados na Lei Complementar 108 chegou ao fim com importantes contribuições para o sistema. Sem entrar no mérito das operações questionadas, o documento final produzido após meses de análise aponta propostas legislativas e normativas que, uma vez aprovadas, trarão importantes avanços, especialmente no tocante à governança das entidades.

 

A EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA EUROPA – "Atitudes e Comportamentos têm maior influência sobre o planejamento financeiro do que o conhecimento propriamente dito" – POR FLAVA PEREIRA DA SILVA

A maior sofisticação dos mercados financeiros, o envelhecimento das populações, reformas previdenciárias e o crescente endividamento das famílias são alguns dos fatores responsáveis por trazer a educação financeira para o topo da agenda dos reguladores europeus. Estudos têm evidenciado a falta de conhecimento e planejamento financeiro por parte dos indivíduos nascidos no continente, bem como a sua incapacidade de lidar com os desafios impostos por um contexto previdenciário em constante mutação, onde os planos BD são substituídos por CD e os sistemas públicos pagam benefícios cada vez mais baixos. Atualmente, 21 dos 48 países da região se dedicam ao desenvolvimento de estratégias nacionais de educação financeira voltadas para diferentes públicos e com componente variados, com destaque para a plataforma Money Wise holandesa, considerada um case de sucesso.

 

O PRIVATE EQUITY EM DEBATE – "Há diversas alternativas com relação risco/retorno diferentes, mas é preciso critério na escolha de gestores e estratégias".

A perspectiva de um novo ciclo de investimentos dos fundos de pensão em private equity (PE) e venture capital (VC) passa necessariamente pela avaliação dos resultados e rumos conferidos durante o período de aprendizado, etapa inicial dessa indústria que deslanchou no País a partir de 2006. Em 2013, com a elevação das taxas de juros e a queda da atividade econômica interna, que trouxe restrições de crédito tanto dos bancos privados quanto do BNDES, as dificuldades enfrentadas pelas empresas investidas cresceram e afetaram os resultados, tornando mais complexa a avaliação dos gestores dos fundos de private equity. Entre as experiências bem sucedidas e aquelas que resultaram em maiores dificuldades, há um conjunto de variáveis cuja influência precisa ser muito bem analisada para servir de bússola no futuro desenvolvimento desse mercado. 

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