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REVISTA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA


REVISÃO DA RESOLUÇÃO 3792 VISLUMBRA NOVOS CENÁRIOS

Revista Nº 406 - Set-Out

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JUSTIÇA INTERGERACIONAL, PRIORIDADE MÁXIMA DO SISTEMA HOLANDÊS

De acordo com o Melbourne Mercer Global Pension Index, índice que classifica sistemas previdenciários com base em indicadores como sustentabilidade, adequação e integridade, o regime holandês é o segundo melhor do mundo, atrás apenas do dinamarquês. No ano passado, o sistema previdenciário do país recebeu a nota 80,5 - contra 79,2 em 2014 - devido, primariamente, ao aumento dos níveis de poupança domiciliar. Ainda assim, patrocinadores, sindicatos, participantes, assistidos e governo vêm travando um amplo debate a respeito da sustentabilidade do sistema de fundos de pensão, que hoje registra um nível de cobertura de aproximadamente 90% dos trabalhadores, sobretudo face ao aumento da expectativa de vida e das baixas taxas de juros. A fim de saber um pouco mais sobre os rumos das discussões e as mudanças que estão sendo implantadas, a Revista Fundos de Pensão conversou com Wichert Hoekert, integrante da equipe de Retirement Leadership da Willis Towers Watson Holanda. Hoekert é mestre em Econometria e Ciências Atuariais, além de membro da Sociedade Atuarial Holandesa. Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre a evolução da educação previdenciária no país, o novo regime de solvência e seus impactos, e o compartilhamento de risco intergeracional, uma preocupação central do órgão regulador.

 

SISTEMA GANHA PLANO DE FOMENTO – "Com início de execução prevista até o final do ano, o plano promoverá ações efetivas, devidamente monitoradas, tendo a Abrapp como protagonista" – POR DÉBORA DINIZ

O segmento dos fundos de pensão está estagnado e precisa se reinventar, caso contrário, continuará  distante do potencial de crescimento. Partindo dessa premissa, a Abrapp reuniu seu corpo funcional e os consultores que a apoiam para a elaboração de um plano que tivesse como objetivo, a partir da análise do cenário e diagnóstico, promover o fomento do sistema. O resultado do trabalho - que deu origem ao Plano de Fomento da Previdência Complementar - foi apresentado no começo de julho ao Conselho Deliberativo da Associação e aprovado em assembleia geral extraordinária no mês de agosto. "A Abrapp vem alertando sobre a perda de espaço e não aproveitamento do potencial que os fundos têm para crescer nos recentes congressos e a carta do último evento é bastante significativa. Os estudos confirmaram aquilo que já sabíamos: estamos involuindo ou crescendo timidamente na maioria dos dados analisados", alerta Devanir Silva, superintendente da Associação.

Nos últimos cinco anos, o número de EFPCs caiu de 368 para 308; a quantidade de planos cresceu muito pouco, de 1.078 para 1.105; e o aumento do número de participantes ativos, de 2,1 milhões para 2,5 milhões, reflete mera reposição dos participantes assistidos. O aumento do número de patrocinadores, de 2.884 para 3.175 (10,1%), é proveniente, basicamente, da previdência associativa e do Funpresp, e o estoque dos ativos, que passou de R$ 558 bilhões para R$ 718 bilhões (+28,7%), descontada a inflação no período de 40,6%, diminuiu 8,5% em termos reais. Além disso, grandes planos atingiram a maturidade e iniciaram a fase de descapitalização.

 

A INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO, RENDA E OCUPAÇÃO SOBRE LONGEVIDADE – "A fragmentação da mortalidade de grupos socioeconômicos distintos impõe desafios aos fundos de pensão e companhias seguradoras".

O OECD Business and Finance Outlook é uma publicação anual que propõe-se a analisar o mundo dos negócios, finanças e investimento. Na edição de 2016, cujo tema central é "fazendo negócios num mundo fragmentado", a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico traz um capítulo dedicado à fragmentação da expectativa de vida em diferentes grupos socioeconômicos e a forma como ocupação, educação e renda afetam não só a experiência atual, como também as melhorias futuras na mortalidade. Por um lado, as diferenças observadas impõem desafios aos fundos de pensão e companhias de seguros que comercializam anuidades, já que dificultam o estabelecimento de pressupostos atuariais adequados e, portanto, a mitigação do risco. Por outro, trazem oportunidades ao facilitar a gestão da exposição ao risco de longevidade por meio de dados mais precisos, organizados por grupos socioeconômicos, gerando produtos que atendam às necessidades específicas dos diferentes segmentos da população.

 

PROJETOS MIRAM POUPADOR DO FUTURO – "A Educação Financeira de Crianças busca corrigir falhas do sistema educacional e dos próprios pais, que tendem a estimular o consumo".

Formar poupadores conscientes e, ao mesmo tempo, reforçar vínculos entre as EFPCs e seus participantes é uma fórmula que tem atraído um número crescente de fundações para um esforço inovador de educação voltada ao público infantil. A ideia, inicialmente inspirada nas comemorações do dia das crianças, evoluiu até a criação de programas específicos de educação financeira para orientar adultos e crianças de acordo com o conceito de poupança de longo prazo. Os resultados têm surpreendido dirigentes e equipes de profissionais envolvidos com esse trabalho. Um dos princípios adotados é o de que é mais fácil modelar a formação de uma criança do que corrigir maus hábitos financeiros dos adultos. Antes de chegar às crianças, porém, os especialistas lembram que muitas vezes é preciso reeducar pais e responsáveis cujos hábitos ainda estão longe de refletir uma cultura adequada de poupança. 

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