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REVISTA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA


FUNDOS DE PENSÃO E A LEI DO COLARINHO BRANCO

Revista Nº 407 - Nov/Dez

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EIOPA DIVULGA BOAS PRÁTICAS EM COMUNICAÇÃO –"Uma boa estratégia deve se basear em critérios como engajamento do participante, interatividade, custo-benefício e acessibilidade".

Na Europa, assim como no Brasil e em outras partes do mundo, a busca pela comunicação efetiva com participantes e assistidos é um desafio constante. Por isso a European Insurance and Occupational Pensions Authority (EIOPA) realizou uma ampla consulta junto a fundos de pensão e seguradoras do velho continente que culminou na produção de um relatório, publicado em agosto último, contendo um conjunto de boas práticas de comunicação desenhado especificamente para as entidades que administram planos previdenciários. O estudo também oferece um apanhado das legislações nacionais e práticas já cristalizadas no mercado europeu, deixando claro que a adoção de uma estratégia de comunicação integrada, composta por diferentes canais e ferramentas, é a mais adequada para que se alcance todos os participantes dos mais variados perfis.

 

PREVIC DESENHA NOVA "PRESENÇA ÓTIMA" DO ESTADO – "Fiscalização adquire perfil mais pontual baseado num trabalho prévio de seleção e cruzamento das informações das matrizes de risco".

Tecnologia, conhecimento, governança, transparência, qualificação e a ,,,,definição exata do modelo de presença do Estado junto ao sistema são as chaves que devem abrir novos espaços para os fundos de pensão. Em processo de construção de matrizes de risco especializadas, que envolvem um conjunto de marcadores para monitorar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, a Previc - Superintendência Nacional de Previdência Complementar - reforça seu papel de supervisão e fiscalização com um olhar mais integrado, de modo a atuar cada vez mais de maneira preventiva. Na área de investimentos, essa ação preventiva tem sido desenvolvida junto ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Estamos em processo intenso para construir esse conjunto de matrizes de risco. Colocamos marcadores que já deram uma sinalização importante e nos permitiram, desse modo, antecipar medidas em relação aos investimentos que poderiam trazer problemas", avalia o diretor superintendente substituto da autarquia, Esdras Esnarriaga Júnior.

 

IMPACTO REAL SOBRE RISCOS E RESULTADOS – "Ainda limitada devido à forte concentração em títulos públicos, a demanda por ativos ASG tende a ganhar forças graças ao maior engajamento das futuras gerações de participantes" – POR MARTHA ELIZABETH CORAZZA

Os inúmeros eventos que ameaçam o retorno dos investimentos por conta de passivos ambientais, sociais e casos de má governança têm cada vez mais peso dentro das políticas de gestão de riscos dos investidores institucionais. As instabilidades de caráter macroeconômico, social, político e de governança no cenário global aumentam a relevância de modelos de gestão mais sofisticados que incluam as principais variáveis de ASG: práticas de responsabilidade nos aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. Nas carteiras dos investidores institucionais brasileiros, as questões ligadas à governança já são mais bem precificadas pelos gestores por conta de episódios que evidenciaram o impacto de falhas nesse quesito, enquanto os aspectos ambientais começam a crescer nas análise de risco, e os tópicos de responsabilidade social ainda carecem de contornos mais definidos. Se a conferência mundial sobre o meio ambiente de Estocolmo, em 1972, foi o primeiro marco internacional nos debates sobre o tema, no Brasil o grande divisor de águas do ponto de vista do risco ambiental veio em 2015, com a tragédia de Mariana (MG). "O desastre produziu grandes prejuízos para quem tinha investimentos nas empresas envolvidas. Parece que finalmente os gestores começam a perceber que esse tipo de passivo não é apenas 'papo de bicho-grilo', podendo afetar seriamente os resultados", afirma a coordenadora da Comissão Técnica Nacional de Sustentabilidade da Abrapp, Raquel Castelpoggi.

 

DE PAÍS DE FUTURO À SOCIEDADE DE VELHINHOS – "A inversão demográfica demanda ações imediatas que incluem a conscientização de gestores corporativos, cuidados com a saúde e ajuste na infraestrutura" – POR DÉBORA DINIZ

Celebrado por uns, temido por outros, o aumento da expectativa de vida do brasileiro tem suscitado discussões nos mais variados setores. É assim com a previdência, o sistema de saúde, a educação e, claro, com a economia como um todo. Mais que uma questão demográfica, a longevidade envolve medidas que afetam a sociedade nas mais variadas frentes. Não é à toa que especialistas estão debruçados sobre o tema para encontrar soluções que ajudem o até então "país do futuro" a se adaptar às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida. Os desafios são muitos e um deles atinge diretamente o sistema previdenciário. É consenso que o trabalhador precisará esperar mais tempo por sua aposentadoria – afinal, o modelo foi desenhado quando o brasileiro tinha uma expectativa de vida vinte anos menor que a atual. Mas como assegurar emprego para aqueles que atingirem a senioridade em uma economia cuja curva da empregabilidade começa a declinar já a partir dos 45 anos? A resposta está na quebra de paradigmas que incluem preconceitos, cultura e um cenário econômico pouco favorável, que tem penalizado de forma mais severa justamente essa parcela da população.

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